Este triste Carnaval
que passou significou grandes lucros para as cervejarias, para os “amigos” do
poder e até o uso político de nossas tradicionais escolas de samba. Foi patético ver a Vila Isabel patrocinada
pela Basf, uma das maiores produtoras de agrotóxicos em nosso país, sair por aí
tentando criar falsas realidades da vida no campo. Lembramos que a bancada ruralista no
congresso impede qualquer controle mais rígido na venda destes defensivos agrícolas
que estão poluindo nossos rios e destruindo a saúde de nosso povo. Por outro lado, o chamado agronegócio
predatório, assassina e mata os que se opõem aos seus crimes ambientais,
destruindo até terras protegidas por lei.
Enquanto Martinho da Vila escrevia o seu texto para a Basf, Dom Pedro
Casaldáliga tinha que sair de São Félix do Araguaia para não ser morto. Ah, lembramos que o compositor é membro do
PCdoB (da base de apoio governista), aquele mesmo partido que se uniu aos
desmatadores para mutilar o Código Florestal.
No ano de 212 a.C., após um cerco de dois anos à cidade de Siracusa, na Magna Grécia, atual Sicília, esta foi capturada pelas legiões romanas. Quando a casa de Arquimedes – que com seus engenhos ópticos e mecânicos retardou ao máximo a queda da cidade – foi invadida pelos romanos, ele estava no quintal desenhando na areia suas figuras e estudos geométricos, quando um dos soldados pisou sobre os mesmos. Noli tangere circulos meos (não toque em meus desenhos), exclamou Arquimedes em seu precário latim, sendo imediatamente morto por uma lança, que destruiu fisicamente este velho filósofo e matemático. Mas não conseguiu eliminar o seu acervo intelectual, que, atravessando os séculos, chegou até nós.
Neste blog republicaremos também artigos da minha coluna semanal BRASILIANA, do jornal MONTBLÄAT editado por FRITZ UTZERI.
Neste blog republicaremos também artigos da minha coluna semanal BRASILIANA, do jornal MONTBLÄAT editado por FRITZ UTZERI.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Moradores de Xerém
Não
chamem a presidenta para rosnar
Não
chamem o pastor para arrecadar
Não
chamem o Minc para embromar
Não
chamem o Pezão para obrar
Não
chamem o Cabral para...nada
Chamem
a Revolta para a Luta
Chamem
a Chama da Revolução
Chamem
a Punição
Chamem
a Mudança
Chamem
a Retidão
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Cantiga d’Escárnio
Seu
nome é Maria do Rosário
cara
de freirinha
óculos
dependurados no nariz
olhar
focado no além
talvez
matusalém.
Ministra
dos Direitos Humanos
peleguismo
presidencial, defesa virtual.
Em
tempos de mensaleiros quadrilheiros:
pagamento
com o vil metal
– desvio real do gabinete presidencial.
Atuar
não atua não
apenas
burocrata
vã
tentativa de acobertar
a
face podre da faxineira-mensaleira
Sálvio
melhor juízo doravante,
Dessarte,
data vênia, por suposto,
Por
outro lado, maximé, isso posto,
Todavia
deveras, não obstante
Pelo
presente, atenciosamente,
Pede
deferimento sobretudo,
Nestes
termos, quiçá, aliás, contudo
Cordialmente
alhures entrementes
“Milícias ameaçam
indefesos pescadores na Baía da Guanabara.”
“Quase 37 mil jovens
serão mortos no Brasil até 2016.”
“Polícia do Rio de
Janeiro mata menino e esconde corpo em um lixão.”
Sub-roga
ao alvedrio ou outrossim
Amiúde
nesse interim, senão
Mediante
mormente, Oxalá quão
Via
de regra te-lo-ão enfim
Ipso
facto outorgado, mas porém
Vem
substabelecido assim, amém.
“Força de Segurança
Nacional e ‘gatos’ espancam trabalhadores nas obras de hidrelétricas amazônicas
do PAC.”
“Menina de treze anos
sofre bárbaras torturas após ser presa em uma cela masculina em Belém, Pará.”
Cruel
insensível inútil Rosário
ministra
fantasma burocrata da morte tortura sofrimento.
Farsa
presidencial na morte real.
Nota:
em negrito soneto burocrático de José Lino Grünewald, 1977.
sábado, 27 de outubro de 2012
Quadrilha
Ricardo
amava Valério que não amava Joaquim
que
não amava José que amava Inácio que amava Dilze
que
não amava Minerva.
Ricardo
foi para a Corte, Valério pra prisão,
Joaquim
homenageado, José no calabouço,
Inácio
apodreceu e Dilze casou-se com o Mensalão
que
já tinha entrado na história.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Convite: Prêmio Alejandro Cabassa-2012
Tenho
o prazer de convidar para a cerimônia de entrega dos prêmios da UBE-RJ
(União Brasileira dos Escritores) de 2012, quando receberei, pelo primeiro
lugar na modalidade Crônica, o Prêmio Alejandro Cabassa, com o
livro “Cidades de Memórias”.
A
cerimônia terá início às 15 horas do dia 26 de outubro, na Academia Brasileira
de Letras, Av. Presidente Wilson 203, Castelo.
Rio
de Janeiro-RJ.
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