No ano de 212 a.C., após um cerco de dois anos à cidade de Siracusa, na Magna Grécia, atual Sicília, esta foi capturada pelas legiões romanas. Quando a casa de Arquimedes – que com seus engenhos ópticos e mecânicos retardou ao máximo a queda da cidade – foi invadida pelos romanos, ele estava no quintal desenhando na areia suas figuras e estudos geométricos, quando um dos soldados pisou sobre os mesmos. Noli tangere circulos meos (não toque em meus desenhos), exclamou Arquimedes em seu precário latim, sendo imediatamente morto por uma lança, que destruiu fisicamente este velho filósofo e matemático. Mas não conseguiu eliminar o seu acervo intelectual, que, atravessando os séculos, chegou até nós.







Neste blog republicaremos também artigos da minha coluna semanal BRASILIANA, do jornal MONTBLÄAT editado por FRITZ UTZERI.




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Martinho da Basf


Este triste Carnaval que passou significou grandes lucros para as cervejarias, para os “amigos” do poder e até o uso político de nossas tradicionais escolas de samba.  Foi patético ver a Vila Isabel patrocinada pela Basf, uma das maiores produtoras de agrotóxicos em nosso país, sair por aí tentando criar falsas realidades da vida no campo.  Lembramos que a bancada ruralista no congresso impede qualquer controle mais rígido na venda destes defensivos agrícolas que estão poluindo nossos rios e destruindo a saúde de nosso povo.  Por outro lado, o chamado agronegócio predatório, assassina e mata os que se opõem aos seus crimes ambientais, destruindo até terras protegidas por lei.  Enquanto Martinho da Vila escrevia o seu texto para a Basf, Dom Pedro Casaldáliga tinha que sair de São Félix do Araguaia para não ser morto.  Ah, lembramos que o compositor é membro do PCdoB (da base de apoio governista), aquele mesmo partido que se uniu aos desmatadores para mutilar o Código Florestal.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Aldrava da Podridão


 
Prefeito

Governador

Ladrão

Corrupção

Insurreição-Revolução

Ação-Popular
 
Foto T.Abritta
 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Moradores de Xerém


Não chamem a presidenta para rosnar

Não chamem o pastor para arrecadar

Não chamem o Minc para embromar

Não chamem o Pezão para obrar

Não chamem o Cabral para...nada

 

Chamem a Revolta para a Luta

Chamem a Chama da Revolução

Chamem a Punição

Chamem a Mudança

Chamem a Retidão

 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Cantiga d’Escárnio


Seu nome é Maria do Rosário

cara de freirinha

óculos dependurados no nariz

olhar focado no além

talvez matusalém.

 

Ministra dos Direitos Humanos

peleguismo presidencial, defesa virtual.

Em tempos de mensaleiros quadrilheiros:

pagamento com o vil metal

 – desvio real do gabinete presidencial.

 

Atuar não atua não

apenas burocrata

vã tentativa de acobertar

a face podre da faxineira-mensaleira

 

 

Sálvio melhor juízo doravante,

Dessarte, data vênia, por suposto,

Por outro lado, maximé, isso posto,

Todavia deveras, não obstante

 



Pelo presente, atenciosamente,

Pede deferimento sobretudo,

Nestes termos, quiçá, aliás, contudo

Cordialmente alhures entrementes

 
 




“Milícias ameaçam indefesos pescadores na Baía da Guanabara.”

“Quase 37 mil jovens serão mortos no Brasil até 2016.”

“Polícia do Rio de Janeiro mata menino e esconde corpo em um lixão.”

 
 


Sub-roga ao alvedrio ou outrossim

Amiúde nesse interim, senão

Mediante mormente, Oxalá quão

 

Via de regra te-lo-ão enfim

Ipso facto outorgado, mas porém

Vem substabelecido assim, amém.

 

 

“Força de Segurança Nacional e ‘gatos’ espancam trabalhadores nas obras de hidrelétricas amazônicas do PAC.”

“Menina de treze anos sofre bárbaras torturas após ser presa em uma cela masculina em Belém, Pará.”
 
"D. Pedro Casaldáliga tem que deixar sua residência em São Félix do Araguaia após ameaças de morte."
 

 
 

Cruel insensível inútil Rosário

ministra fantasma burocrata da morte tortura sofrimento.

 

Farsa presidencial na morte real.

 

 

Nota: em negrito soneto burocrático de José Lino Grünewald, 1977.

sábado, 27 de outubro de 2012

Quadrilha


Ricardo amava Valério que não amava Joaquim

que não amava José que amava Inácio que amava Dilze

que não amava Minerva.

Ricardo foi para a Corte, Valério pra prisão,

Joaquim homenageado, José no calabouço,

Inácio apodreceu e Dilze casou-se com o Mensalão

que já tinha entrado na história.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Convite: Prêmio Alejandro Cabassa-2012

Tenho o prazer de convidar para a cerimônia de entrega dos prêmios da UBE-RJ (União Brasileira dos Escritores) de 2012, quando receberei, pelo primeiro lugar na modalidade Crônica, o Prêmio Alejandro Cabassa, com o livro “Cidades de Memórias”.

A cerimônia terá início às 15 horas do dia 26 de outubro, na Academia Brasileira de Letras, Av. Presidente Wilson 203, Castelo.
Rio de Janeiro-RJ.
 
Teócrito Abritta

 
Premiação UBE/RJ 2012:
Em primeiro plano com diploma: Mírian, primeiro lugar em Poesia.
Atrás: Teócrito, primeiro lugar em Crônica e, ao lado, Isabel, Menção Honrosa em Poesia.